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  20º Ano do Movimento Aldravista               

Programação

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Lançamento Virtual de Libertas Loquendi - O Livro VIII das Aldravias 


COAUTORES: Alberto Paco, Alice Gervason, Almir Zarfeg, Amauri Souza, Andreia Donadon Leal, Angela Fonseca, Anicio Chaves Ascensión Chanqués, Auxiliadora Lago, Carla Selós, Claudia Lundgren, Claydes R. R. Araújo, Cyroba Cecy, Débora Novaes de Castro, Denise Izaguirre Anzorena, Dóris Araújo, Elisabeth Soares, Elizabeth Rennó, Else Lopes, Estella Cruzmel, Fernanda Flores Amorim Pereira, Gabriel Bicalho, Giseli Barros, Goretti de Freitas, Guilherme Hurtado, Hebe Rôla, Heloisa Martins, Hilda Lacerda, Jair Araújo, J. B. Donadon Leal, João Gimenez, Joseani Adalemar Netto, José Carlos Baeta, José Luiz Foureaux de Souza Júnior, J.S.Ferreira, Luciana Silva Amaro, Luiz Fernando, Luiz Poeta, Luiz Roberto, Luiza Domingos Machado, Manuel Amendoeira, Maria Beatriz Del Peloso Ramos, Maria Teresa Martins Freire, Matusalém Dias de Moura, Regina Coeli Nunes, Sandra Brito, Suzana Maria Cruz Peixoto, Tauã Verdan, Vilma Cunha Duarte, Weliton Leão, Zaíra Melillo Martins

Libertas Loquendi (Livro VIII das Aldravias) é comemorativo aos 20 anos do Movimento Aldravista de Artes, dedicado especialmente à memória de Lázaro Francisco da Silva, falecido em 2003, que vislumbrou o movimento que nascia como “a literatura do sujeito”. Este livro também traz homenagens aos poetas Marcus Vinicius Quiroga e Luiz Gondim, falecidos neste ano, que tanto contribuíram para a promoção da aldravia. Nascido em novembro de 2000, com o lançamento do Jornal Aldrava Cultural, numa iniciativa de poetas residentes em Mariana, MG, liderados por Gabriel Bicalho, o jornal lítero-cultural foi espaço de crítica artística, debate acadêmico e canteiro adubado para a criação artística, especialmente a literária e a plástica, apresentando ao mundo dez anos depois a primeira forma poética criada no Brasil, a aldravia. Muitos ensaístas, críticos literários, poetas, contistas e romancistas tiveram voz no Jornal Aldrava Cultural nas suas 102 edições impressas, e continuaram a ter voz e vez no site que se mantém no ar (www.jornalaldrava.com.br). Poetas criadores de aldravias, das mais diversas partes do mundo, participaram das publicações dos livros das aldravias, editado anualmente desde 2012, sob a coordenação dos quatro poetas aldravistas, Andreia Donadon Leal, Gabriel Bicalho, J.B.Donadon-Leal e J.S.Ferreira, de Mariana. Alguns desses livros de aldravias foram tematizados e mostraram como um poema minimalista na forma pode ser grandioso no conteúdo, como poucas palavras podem dizer tanto e como a polifonia é uma realidade discursiva – a diversidade caracteriza a humanidade. É nesse espírito democrático que o aldravismo, desde a sua origem, abrindo o século XXI, se construiu como um movimento em defesa da liberdade de expressão (Libertas Loquendi), com especial atenção à liberdade de expressão artística, propondo até mesmo uma forma que projetasse esse espírito libertário das expressões artísticas. Mais uma vez estamos apresentando um conjunto magnífico de aldravias competentemente poéticas, atestando, de vez por toda, que a aldravia é um poema na sua essência – com o máximo de poesia no mínimo de palavras. Obrigado, poetas, pela participação neste livro, demonstração de confiança na força da poesia brasileira, na pujança da aldravia como forma de expressão de todos os sentimentos, e por valorizarem ainda mais o movimento literário nascido em Mariana vinte anos atrás – o aldravismo.  

Lançamento virtual do Livro I das Quintas

 

 

 

COAUTORES: Andreia Donadon Leal, Alberto Paco, Cyroba Cecy, Denise Izaguirre Anzorena, Dóris Araújo, Eliane Tonello, Elizabeth Iacomini, Else Lopes, Gabriel Bicalho, Goretti de Freitas, Hilda Lacerda, Jair Araújo, João Gimenez, J. B. Donadon Leal, Luiz Poeta, Manuel Amendoeira, Maria Beatriz Del Peloso Ramos, Regina Coeli Nunes, Roberto Caroli, Tauã Verdan, Vilma Cunha Duarte ***

Quinta: buscando liberdade poética
Por: J. B. Donadon-Leal
A poeta aldravista Andreia Donadon Leal propôs e publicou em sua rede social, em 23 de dezembro de 2019, uma forma poética, poema autônomo, variante da quintilha, a que denominou de quinta. Fiat lux, dezenas de poetas passaram a produzir quintas e publicá-las com esse nome! Mas o que é quinta? Embora com pouca frequência, estrofes de cinco versos são encontradas na poesia. A quintilha clássica caracteriza-se pela composição de estrofes de cinco versos metrificados, de redondilhas menores a maiores. Estrofes de cinco versos metrificados com mais de nove sílabas são denominadas de quintetos. Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) nos apresenta o seu belíssimo poema “O menino da sua mãe”, composto de seis quintilhas hexassilábicas: No plaino abandonado Que a morna brisa aquece De balas traspassado – Duas, de lado a lado –, Jaz morto, e arrefece. Raia-lhe a farda o sangue. De braços estendidos, Alvo, louro, exangue, Fita com olhar langue E cego os céus perdidos. Os jogos de rimas acontecem entre primeiro, terceiro e quarto com a rima A e segundo e quinto com a rima B. Já Cecília Meireles, no poema “A doce canção”, dedicado a Christina Christie, compõe suas cinco estrofes em quintilhas de redondilhas maiores, com jogos diferenciados de rimas, numa espécie de dança a demonstrar a musicalidade da canção. Pus-me a cantar minha pena com uma palavra tão doce, de maneira tão serena, que até Deus pensou que fosse felicidade – e não pena. Anjos de lira dourada debruçaram-se da altura. Não houve, no chão, criatura de que eu não fosse invejada, pela minha voz tão pura. Há de se deixar claro, de início, que há, por certo, poemas autônomos de cinco versos, no entanto a quintilha ou o quinteto são denominações de estrofes componentes de poemas maiores e não de poema autônomo e completo. O que é novidade? A novidade se dá pela apresentação formal de um acréscimo, de uma modificação ou de uma criação in totum de algo, com sua consequente denominação. É a denominação, o batismo com um nome, que aufere identidade a algo, diferenciando-o do acaso. Mesmo que a criação, seja pelo processo do acréscimo, da modificação ou da criação in totum, o fato de perceber o resultado como algo que se presta à autonomia identitária o credencia ao batismo e à reivindicação de autoria. É isso que aconteceu com a criação da quinta. A quinta resulta da reflexão aldravista de auferir à palavra o status de unidade básica da poesia. Percebam que a poesia clássica tem como unidade básica a sílaba, da qual resultam os jogos métricos e os jogos de rimas. A primeira experiência poética, de que tenho notícia, de utilização da palavra como unidade poética é a aldravia, em que, não importa o tamanho da palavra, o número de sílabas, cada um dos seus seis versos é composto por uma palavra. Aí, sim, a palavra conquista o status de unidade básica da poesia. QUINTA É, PORTANTO, “POEMA AUTÔNOMO” (E NÃO APENAS ESTROFE DE POEMA) DE CINCO VERSOS, SENDO QUE OS QUATRO PRIMEIROS SÃO COMPOSTOS CADA UM COM DUAS PALAVRAS E O QUINTO VERSO COM UMA ÚNICA PALAVRA, COM O SEGUNDO VERSO RIMANDO COM O QUINTO; PRIMEIRO, TERCEIRO E QUARTO VERSOS NO ESTILO VERSO LIVRE. ISTO, E APENAS ISTO! É trilhando por esse caminho que Andreia propôs a quinta. Não importa o número de sílabas na composição métrica dos versos. Importa que cada verso tenha o número de palavras determinado na composição poética que, no caso da quinta, é 02 / 02 / 02 / 02 e 01. Essa composição alcança também um outro espírito aldravista – o da liberdade. O exercício da liberdade está na utilização da palavra plena e farta de significação, sem as amarras métricas. Mas, como os conceitos de liberdade ao longo da história da filosofia e do direito sempre esbarrou em sua relatividade, obrigações sempre acompanham, compulsoriamente, o exercício da liberdade. No caso da composição da quinta, a obrigação de usar dois vocábulos nos quatro primeiros versos, e um único vocábulo no quinto verso; além de ter que ter um jogo de rimas: o segundo verso deverá rimar com o quinto e os demais versos no estilo de versos livres, isto é, sem obrigação de métrica e sem jogos de rimas. Na comemoração do 20º aniversário do Movimento de Artes Aldravista, a Editora Aldrava Letras e Artes, oferece a você, prezados leitores e escritores, o LIVRO I DAS QUINTAS..

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